segunda-feira, 30 de julho de 2012

Secretaria de Educação a Distância: legislação e reconhecimento desta modalidade de ensino

A Educação a Distância vem rompendo fronteiras e preconceitos com relação a sua metodologia de ensino, com isso tornou-se necessário a organização de decretos, ações e legislações que dessem veracidade e confiabilidade nesta modalidade de ensino. Com o isso o Ministério da Educação, organizou em sua página na web, links que apresentam programas, ações, legislação e entidades credenciadas a fim de divulgar e ampliar a oportunidade de Educação de qualidade disponível em nosso país. Visite o site, conheça o histórico da Educação a Distância, opine, critique, dê sua opinião. Segue o link:

Secretaria de Educação a Distância
Devido à extinção desta secretaria, seus programas e ações estão vinculados a SECADI.


Confira o decreto de reestruturação.

A Secretaria de Educação a Distância – SEED – foi oficialmente criada pelo Decreto nº 1.917, de 27 de maio de 1996. Entre as suas primeiras ações, nesse mesmo ano, estão a estreia do canal Tv Escola e a apresentação do documento-base do “programa Informática na Educação”, na III Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Educação (CONSED).  E após uma série de encontros realizados pelo País para discutir suas diretrizes iniciais, foi lançado oficialmente, em 1997, o Proinfo – Programa Nacional de Informática na Educação –, cujo objetivo é a instalação de laboratórios de computadores para as escolas públicas urbanas e rurais de ensino básico de todo o Brasil. 



Dessa forma, o Ministério da Educação, por meio da SEED, atua como um agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TICs) e das técnicas de educação a distância aos métodos didático-pedagógicos. Além disso, promove a pesquisa e o desenvolvimento voltados para a introdução de novos conceitos e práticas nas escolas públicas brasileiras.


*Conheça os Programas e Ações da Seed.
Palavras-chave: Secretaria de educação a distância, seed

domingo, 29 de julho de 2012

5 de setembro de 2006
O papel do tutor na Educação a Distância
Fabiana Bechara *

Espera-se hoje que um bom profissional seja dinâmico, criativo, conhecedor do processo global do mercado onde atua, entre outras características. Esta realidade está levando as empresas a se preocuparem com a formação de seus profissionais e investirem, cada vez mais, em treinamento corporativo. Considerando o ritmo acelerado de trabalho, a dispersão geográfica e a exigência de conhecimentos sempre atualizados, a Educação a Distância aparece como grande oportunidade para empresas investirem na educação continuada de seus profissionais. 

Por meio dessa modalidade de ensino, é possível atingir um número maior de pessoas em um curto espaço de tempo e em diversas localidades. O preço também é muito mais acessível, pois o custo se dilui ao ser dividido pelo número de profissionais treinados. A Educação a Distância proporciona, ainda, maior flexibilidade ao permitir que o aluno acesse o curso no momento que desejar, sem prejudicar o trabalho e respeitando seu ritmo. Existem modelos em que os funcionários nem precisam se ausentar do posto de trabalho. 

Com toda essa mudança, não é difícil imaginar que o processo ensino-aprendizagem necessite de um novo significado para a construção de uma nova prática educativa. A tecnologia sozinha não resolve os problemas educacionais e sociais, podendo gerar um abismo ainda maior na sociedade. Mais uma vez, fica aparente a importância da "presença" de um Educador Virtual, que acompanhe este processo de auto-aprendizagem e "cuide" de seus aprendizes. Daí o termo utilizado para o professor de Educação a Distância: tutor. 

Apesar de representar um avanço ao modelo do auto-estudo, ainda há muito o que se refletir sobre o tema. Muitas vezes, o tutor exerce um papel de "animador", ou seja, mantém contato com os alunos incentivando-os a continuarem seus estudos. Para obter resultados, há a necessidade do domínio do conteúdo pelo educador virtual e também o uso de estratégias pedagógicas que tornem o aprendizado significativo. 

Além disso, o tutor garante o alcance dos objetivos propostos e cria uma parceria com o aluno para contribuir no processo de construção do pensamento em rede e mediar as interações. Promover o diálogo, o debate e desafios que despertem atitudes críticas e reflexivas também são atribuições deste educador. 

Com isso, se faz cada vez mais urgente a necessidade de repensar e estabelecer novas metodologias e práticas de formação dos profissionais de educação, visando prepará-los para as constantes mudanças do mundo contemporâneo e desenvolver competências e habilidades exigidas para atuar neste novo papel de "Educador Virtual". Fica claro a necessidade de uma reflexão da função do tutor na sociedade e na formação de novos profissionais deste mercado cada vez mais competitivo. 



Postado por Tutora Julia Wrubleski Kuczera no blog EaD, novas perspectivas em 28 de julho de 2012 19:20

quarta-feira, 25 de julho de 2012

As Quatro Funções do Tutor Online

O tutor online tem um papel muito específico no que diz respeito ao Ensino a Distância. Disponibilizo aqui, um texto muito interessante de Marta Melo de Oliveira, que fala das quatro funções do tutor online.

Este texto, por sua vez, serviu como referência no processo seletivo de seleção de tutores online do curso de Licenciatura em Geografia, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, sendo incorporado na avaliação escrita.

"As Quatro Funções do Tutor Online"
por Marta Melo de Oliveira - 22 de julho de 2008

O tutor de cursos online é constantemente desafiado à construção de novas maneiras de ensinar e aprender, através do uso de toda potencialidade que as tecnologias de informação e comunicação modernas podem oferecer. Além disso, deve estar consciente de que a realidade virtual é diferenciada da realidade presencial e solicita uma docência específica e pertinente que reconheça as quatro funções distintas para os diversos cursos mediados pelos computadores: pedagógica, social, gerencial e técnica.

A função pedagógica do tutor online envolve fazeres significativos no campo pedagógico, que são: a) auxiliar os alunos na exploração dos materiais do curso; b) praticar intervenções que estimulem a criticidade dos alunos; c) planejar e propor estatégias; d) traçar objetivos; e) construir planos de estudo.

A função social do tutor é incentivar a formação de comunidades virtuais, motivando os alunos a sentirem prazer nas práticas interativas ou colaborativas.

Na função gerencial, o tutor assume a posição de administrador do curso na Web, garantindo o bom andamento do curso, agendando e gerenciando fóruns e chats, mediando discussões, negociando regras, determinando diretrizes.

A função técnica está vinculada ao conhecimento e às tecnologias. O tutor deve conhecer bem a tecnologia e ser capaz de fazer com que todos os alunos se sintam confortáveis no uso dos instrumentos necessários à comunicação online. Convém anotar que as funções se mesclam e se completam nas ações do tutor na prática, como, por exemplo em um chat, o tutor exerce todas as funções ao mesmo tempo. (fonte)

Abaixo, um vídeo que também explicita um pouco sobre as atribuições de um tutor online:

O Ensino em EAD


O Ensino em EAD

Com o avanço das redes de computadores, os sistemas de educação online ganharam grande destaque na medida em que proporcionam uma série de vantagens ao processo de ensino-aprendizagem. A possibilidade de diferentes formas de comunicação e interação propiciadas pelo desenvolvimento tecnológico, a qual caracteriza a Sociedade em Rede, propiciou que a educação online participasse deste contexto evolutivo utilizando as tecnologias emergentes.
Nesse contexto, Moran (2006) caracteriza a educação online como “um conjunto de ações de ensino-aprendizagem desenvolvidas por meios telemáticos, como a Internet, a videoconferência e a teleconferência”, podendo ser composta por cursos totalmente virtuais, sem contato físico - passando por cursos semipresenciais – ou por cursos presenciais com atividades complementares fora da sala de aula, utilizando a Internet. Logo, a educação online redimensiona o conceito de “distância” e proporciona a inserção de novos elementos como a interatividade e a aprendizagem colaborativa, ou seja, “além de aprender com o material, o participante aprende na dialógica com outros sujeitos envolvidos [...] através de processos de comunicação síncronos [...] e assíncronos [...]” (SANTOS, 2005, p 111). Nessa pesquisa adotou-se a modalidade semipresencial onde no período diurno professores e alunos encontram-se no ensino regular e no período vespertino/noturno encontram-se virtualmente na Rede Colaborativa.
Os AVA's representam de forma sistêmica o espaço fértil para o conhecimento ser assimilado e difundido de forma coletiva, adquirindo neste sentido importância quanto a sua funcionalidade. Segundo Santos (2003, p. 223) AVA é um "espaço fecundo de significação onde seres humanos e objetos técnicos interagem, potencializando assim a construção de conhecimentos, logo a aprendizagem".
Portanto, o AVA consiste em um espaço virtual disponível na Internet para a interação à distância mediado pelas tecnologias de informação e comunicação, viabilizando a comunicação síncrona e assíncrona para a realização de atividades em equipe. Uma excelente opção para integrar múltiplas mídias e linguagens, apresentando as informações de forma organizada, importantes para apoiar a interação e a dinamização no processo de aprendizagem. Entre as ferramentas mais utilizadas estão os chats, os fóruns, os grupos de discussão, oriundos da Web 1.0 e os blogs, os wikis e podcasts, os quais são os principais expoentes da Web 2.0.
Ressalta-se que na aprendizagem online, tal ambiente serve de suporte para dinamizar o conhecimento, todavia deve ser observado o aspecto humano e a coletividade, ou seja, a participação dos principais atores torna-se essencial para que o processo de ensino e aprendizagem logre êxito.

REFERENCIAS:

MORAN, José Manuel. Contribuições para uma pedagogia da educação online. In: Marco SILVA (Org.). Educação online: teorias, práticas, legislação e formação corporativa. São Paulo: Loyola. 2ª ed. 2006, p. 41-52.

SANTOS, E. O. Articulação de saberes na EAD online. Por uma rede interdisciplinar e interativa de conhecimentos em ambientes virtuais de aprendizagem. In: SILVA, Marco(org). Educação online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003, p. 223.